Estreia vitoriosa em 2026 e o peso do jejum
O Corinthians iniciou a temporada de 2026 dando uma resposta contundente dentro de campo. Mesmo escalado com uma equipe mista, o Timão não tomou conhecimento da Ponte Preta e aplicou um sonoro 3 a 0 na Neo Química Arena, garantindo seus primeiros pontos na tabela do Paulistão. O resultado traz um alívio imediato para um clube que carrega, nos últimos anos, o peso de uma longa seca de conquistas e a pressão por retomar o protagonismo no futebol brasileiro.
Construção da vitória e golaço na Arena
A rede balançou para valer na segunda etapa. Logo aos oito minutos, após cobrança de escanteio de Vitinho, o zagueiro Gustavo Henrique subiu mais que a defesa adversária para abrir o placar de cabeça. O Timão manteve a postura ofensiva e ampliou aos 17 minutos, num lance de oportunismo: Matheuzinho arriscou o chute cruzado e, no rebote do goleiro, a bola explodiu em André antes de morrer no fundo das redes, num gol meio “sem querer”.
Mesmo com a vantagem confortável, a equipe não diminuiu o ritmo e foi coroada com o lance mais bonito da noite. André Ramalho acertou um chute potente de fora da área, marcando um golaço que fechou a conta. Com o triunfo, o Alvinegro assume momentaneamente a vice-liderança do grupo, somando três pontos e ficando atrás do São Bernardo apenas no saldo de gols. O próximo compromisso já tem data marcada: quinta-feira, dia 15, contra o Red Bull Bragantino no Nabizão, às 19h30.
Um cenário histórico desafiador
Apesar do bom início em 2026, o clima nos bastidores do Parque São Jorge ainda reflete a melancolia de temporadas passadas que terminaram sem voltas olímpicas. O clube vive um de seus momentos mais delicados das últimas décadas, acumulando eliminações e batendo na trave em competições importantes, como a Copa Sul-Americana diante do Fortaleza. O último grito de “é campeão” aconteceu ainda em 21 de abril de 2019, quando o time levantou a taça do Paulistão, selando um tricampeonato estadual.
Desde aquela conquista, o corintiano viu o time disputar dezenas de torneios sem êxito, um jejum que incomoda pela raridade na história recente do clube. Para se ter uma ideia, entre 1989 e 2019, o Corinthians mal-acostumou sua torcida com uma média de quase um troféu por ano, somando 27 títulos relevantes em 34 temporadas. O atual período de seca já supera, em percepção de tempo e pressão, o hiato vivido entre 1983 e 1988, quando o clube ficou quatro anos sem ganhar nada após um título estadual.
A busca por novos dias de glória
O atual jejum figura entre as cinco maiores secas da história do Alvinegro, considerando as taças mais cobiçadas. Embora ainda esteja distante do calvário de 23 anos que durou de 1954 a 1977, a ausência de títulos recentes transformou cada campeonato disputado em uma obrigação. Com a vitória sobre a Ponte Preta, o Corinthians espera que 2026 seja, finalmente, o ano da virada de chave para estancar essa ferida aberta e voltar a preencher sua galeria de troféus.