Após anular gol legítimo, árbitro relata ofensa na súmula do jogo
Por Guilherme Barbosa
12:17 | 18/02/2020
Segundo árbitro, preparador físico do Vitória da Conquista o ofendeu após a partida Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Após um jogo marcado pelo gol mal anulado do meio campo Carlinhos, do Vitória da Conquista, contra o Bahia de Feira, o árbitro da partida, Emerson Ricardo de Almeida Andrade, citou na súmula da partida uma ofensa do preparador físico do Alviverde, André Borges. “Após o final da partida,expulsei com cartão vermelho direto o Sr. André Moreira Borges, preparador físico do Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista, após ter entrado no campo de jogo e ter falado as seguintes palavras para a arbitragem “isso aqui é o meu trabalho caralho, eu dependo disso aqui pora,tomar no cú”.”, relatou o árbitro.

Preparador físico do Vitória da Conquista, André Borges (Foto: Luciana Flores | Ascom ECPP Vitória da Conquista)

Com a expulsão, o preparador físico não poderá acompanhar da área destinada à comissão técnica a próxima partida do Bode, contra o Doce Mel em local a ser definido pela Federação Bahiana de Futebol, pois deverá cumprir suspensão pelo cartão vermelho.

Após a partida, em entrevista à equipe do Diário Esportivo, na Brasil FM, André disse que havia dito ao árbitro que seu trabalho dependia de resultado e que os erros da arbitragem prejudicaram a sua situação enquanto profissional. André disse, no entanto, que não havia dito palavras ofensivas ao árbitro, apesar de assumir que estava com tom alterado devido à sua chateação diante dos erros.

Gol mal anulado – O ponto mais polêmico da arbitragem no jogo foi o gol mal anulado de Carlinhos, que acabou evitando o que seria a primeira vitória do Bode no Baianão 2020. No frame reproduzido abaixo fica claro que o lance era legal.

Dois jogadores do Bahia de Feira (de branco) dão condições legais para o gol de Carlinhos, que acabou sendo mal anulado

Em áudio que acabou vazando,  uma voz supostamente do assistente 1, Edevan de Oliveira Pereira, que é de Itambé, reconhece o erro e demonstra temer pela sua imagem. “Eu anulei um gol. A televisão mostrou que eu tinha errado. Acabou atrapalhando o resultado da partida. Querendo ou não prejudica um pouco pra minha carreira, né?”, diz o áudio.

Outro áudio que circulou em vários grupos de Whatsapp foi do presidente do Vitória da Conquista, Ederlane Amorim. “Não estou mais aguentando isso não. Cheguei até a falar com Ricardo [Lima], presidente da FBF, no jogo contra o Vitória que teve aquele gol impedido de Levir que foi validado, se era alguma perseguição da arbitragem, se estariam agindo de forma deliberada contra a gente por estarmos sempre expondo os erros e questionando. Eles são intocáveis, acham que não pode falar nada contra eles. Eles estão decidindo o futuro das equipes, dos familiares dos jogadores num simples gesto e agem como se nada tivesse acontecido, sorridentes, cínicos e a gente ainda tem que pagá-los. O cara hoje me prejudicou demais aqui. Hoje foi o bandeirinha, Emerson Ricardo, apesar de ter tido um pênalti duvidoso também, mas não vi na televisão ainda. E você ainda tem que pagá-lo. Até que ponto vai isso? Aí todo mundo fala que é cultura do futebol, que é isso mesmo, que é choro de perdedor, incompetência porque não está conseguindo os resultados em campo. Mas como se a gente faz os gols legais e são anulados e os gols irregulares contra a gente são validados? Quem é que aguenta em cinco jogos, quatro com interferências diretas? Não tem quem sobreviva desse jeito não”, disparou Amorim.

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